Thursday, January 02, 2020

Não ao "novo ensino médio" e à inserção do empresariado na Educação Pública


Pela revogação da Lei 13.415/2017 que altera a LDB (Lei n° 9.394/96) flexibilizando a organização curricular do ensino médio com vistas a contemplar a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a qual, a partir das ideias de competências, habilidades, itinerários formativos e aprendizagens essenciais, aproxima a formação dos estudantes às demandas dos mercados locais, ou seja, se um estudante quiser ser médico e na cidade dele a demanda do mercado for mineração, pecuária ou fabricação de automóveis, provavelmente ele terá que viajar para outra cidade para ter o itinerário formativo que lhe interessa. Os estudantes brasileiros têm estas condições? O governo vai financiar isso? Não, né!? O povo vai ser ainda mais oprimido com essa BNCC descontextualizada num país explorado como o Brasil, e sob um governo golpista, racista, misógino e preconceituoso como esse que tomou de assalto o país desde 2016 e que aprofunda a pobreza e o atraso social de forma ainda mais intensa depois das eleições fraudulentas de 2018 que colocou no poder uma corja de criminosos transtornados.

O site do Ministério da (des)Educação diz que a BNCC permite “atender às necessidades e às expectativas dos jovens [...] na medida em que possibilita aos estudantes escolher o itinerário formativo no qual deseja aprofundar seus conhecimentos” (MEC). Isso poderia mesmo ser lindo se não tivesse sendo proposto por esse tipo de governo fascista neoliberal. O site do MEC afirma que os conteúdos, e as formas de ensino, serão definidos e organizados pelos currículos de referência das redes estaduais e pelos projetos pedagógicos das escolas. Isso mostra que a BNCC é um documento idealista, em outras palavras, viajante na maionese, pois não considera as condições materiais das escolas brasileiras, sugerindo uma dinâmica educacional que parece presumir que está tudo bem na Educação do país.

Outro absurdo é a possibilidade de profissionais com “notório saber" atuarem como professores. Isso será usado para dar uma rasteira e desvalorizar a profissão dos professores e professoras. Quem de fato vai se beneficiar com isso são as fundações e institutos empresariais que prestam serviços para a Educação Pública.

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