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Thursday, July 18, 2019

O poder das ideias coletivas: Feminismo, Agroecologia e Educação



"Sem feminismo não há agroecologia" e sem agroecologia não há soberania alimentar!
Hoje teve mutirão na @hortinhadapv só pude participar durante uma hora, mas me alimentei do encontro, formamos um forte grupo de mulheres, havia um homem conosco, o Pedro, também tivemos ajuda de uns homens da UFRJ que tiraram um camburão de ferro da frente da horta. 
A primeira ação foi abrir os caminhos por entre as folhas secas, as quais juntamos nos pés das árvores formando canteiros, que foram desenhados com as pedras em volta, outros com galhos. Em uma hora de trabalho a horta já tinha outro desenho. 
Saí de lá pensando sobre a força das ideias coletivas, sai de Fortaleza há 8 anos com uma forte referência a partir das experiências vividas através do @neppsauece na UECE, portanto, faz MUITO sentido para mim que as Universidades sejam espaço de práticas de comunidades sustentáveis. 
Que estas práticas estejam conectadas com o contexto maior. 
Mais do que nunca devemos plantar nossas melhores sementes na Universidade Pública gratuita e de qualidade, mais do que nunca devemos valorizar e defender cada milímetro de chão deste espaço e o que ele representa na história de emancipação do povo brasileiro. Mais do que nunca o feminismo, a agroecologia e o movimento de defesa da educação é a cara da luta anticapitalista antiimperialista antifascista.

Thursday, October 11, 2018

Permacultura e Educação: construindo uma educação ambiental infantil prática no Espaço Cria



A agrofloresta urbana do Espaço Cria fica no bairro do Cosme Velho no Rio de Janeiro, ela vem crescendo, se desenvolvendo e permeando o coração das pessoas da comunidade escolar, o Cria é uma escola de Educação Infantil que se inspira em pedagogias que primam pela sensibilidade, o contato com a Natureza e a democracia, como a Educação Viva, a Comunicação Não Violenta (CNV), as comunidades de aprendizagem (Escola da Ponte e Escola Projeto Âncora), etc.


Cada escola, cada lugar, cada comunidade tem seu jeito e o Cria está começando a desenvolver sua própria metodologia de comunidade de aprendizagem, criação e transformação. O processo começou com a implantação de canteiros produtivos de agricultura orgânica concomitantemente com as oficinas práticas com as crianças a partir de 3 e até 6 anos de idade.



O desejo de crescer com a permacultura no Cria encontrou o desafio do tempo, de conseguir encontrar com as pessoas. Mas em contrapartida, aceitei observar e ler a espontaneidade do fenômeno que vem florescendo a partir  vem do diálogo criativo, construtivo e coletivo, o que permite o encontro de pontos em comum no trabalho da permacultura e da agrofloresta com as demais áreas da escola: a cozinha, a direção,  a coordenação, o berçário (que no Espaço Cria é o ciclo I), a portaria, a equipe de limpeza, jardinagem, serviços gerais, os educadores, a equipe de audiovisual, as mães,  os pais, as famílias,  a equipe do administrativo e do financeiro, etc. e, é claro, as CRIANÇAS de todos os ciclos.




Mas como pensar em plantar e produzir alimentos orgânicos na cidade diante da sobrecarga de tarefas que todos nós acumulamos? Já trabalhamos tanto, como vamos pensar em plantar? Este é um desafio real, porém,  não conseguimos enxergar além dele porque vemos o problema numa perspectiva muito individual.

Plantar na cidade quer dizer ações em comunidades, em escolas e, através dos saberes da permacultura e da agrofloresta é possivel planejar e implementar sistemas sustentáveis aproveitando o que há no local, sem exaurir a terra e nem o trabalho humano. O plantio de alimentos é cultura, arte e diversão, portanto, é impreterível que estas práticas estejam presentes na Educação, porém, as mesmas não devem ser fragmentadas, a agricultura urbana orgânica deve estar sempre integrada às relações humana, à arte e à cultura.

O Espaço Cria permite que o processo aconteça espontaneamente e naturalmente, a partir de nossos interesses, de nosso trabalho, de nossa arte, da ação com significado coletivo construído na experiência, etc. O trabalho com a permacultura nesta escola está abrindo uma fenda que permite visualizar uma comunidade que constrói democraticamente e criativamente seu projeto de sustentabilidade, envolvendo a produção de alimentos orgânicos na cidade. É um sonho nosso que já virou ação. 


O contato com a natureza, a produção de alimentos orgânicos, a transformação dos espaços, as artes e as relações em geral, tanto entre as pessoas como em relação ao ambiente e recursos, são ferramentas de criação da realidade, da cultura e da política.

Quando produzimos alimentos nas escolas questionamos o ilusório antagonismo entre a cidade e o campo e abrimos uma trilha que permite visualizar que é possível sim plantar na cidade, aproveitar os recursos, cuidar da terra permitindo a nutrição do solo a partir da compostagem orgânica e evitando o esgotamento dos nutrientes da terra e da sua microfauna.



Todo dia aprendemos um pouquinho com a Natureza e seguimos na luta para encontrar as chaves da transformação, sem dúvidas uma delas é o princípio que afirma: "Trabalhar com a terra e não contra ela". Isso inclui o protagonismo político  dos sujeitos e a consciência da importância do amor e da liberdade coletiva como fundamentos essenciais da sobrevivência humana. ♡




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